Notícia publicada em 08.11.2019 | 08:18

MÚSICA E MUITA ALEGRIA ANIMARAM O V CICLO DE PALESTRAS

MÚSICA E MUITA ALEGRIA ANIMARAM O V CICLO DE PALESTRAS
A chegada triunfal das Lobas & Loucas

Depois de uma semana de rodas de conversa e debates sobre tecnologia, memória, nutrição e pilates, voltados para pessoas da terceira idade, o grupo Lobas & Loucas encerrou o V Ciclo Vida Ativa de Palestras, na sexta-feira (1º).

Música, dança e muita alegria fizeram a festa dos aposentados e pensionistas, integrantes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), comandada pelo grupo de mulheres Lobas & Loucas, que faz palestras motivacionais com pessoas da terceira idade. Com roupas e estilos exuberantes, as seis componentes do grupo fizeram relatos de suas vidas com histórias de muita superação. Elas têm mais de 70 anos (apenas uma com 56) e decidiram viver sem amarras, sem dar importância para imposições sociais, que padronizam e julgam pessoas sem respeitar nem conhecer a realidade de cada ser humano. 

Com o lema “seja você mesma, solte suas amarras, venha ser feliz com a gente, a boa Idade é agora!“, a palestra de encerramento do V Ciclo Vida Ativa proporcionou um bate-papo descontraído com os convidados e abordou sobre a quebra de regras e paradigmas impostas pela sociedade, o preconceito com a pessoa idosa, vista como alguém que perdeu a capacidade de desempenhar funções e exercer o seu papel social. “É muito importante saber que a idade cronológica não obedece à idade mental, a tua alegria, você tem que sempre despertar a sua criança interior. A gente aqui é uma irmandade, um grupo que se propôs a trazer liberdade”, justificou Vera Rabelo.

Na ocasião, também foi tratado sobre a importância de objetivar sonhos para efetivar sua realização. “São intensos os desejos geradores de motivação. É o que dá asas para voar e com ele gerar nossa motivação fazendo a vida se tornar interessante, disse Dalva Dutra à plateia. Ela explicou que é necessário sempre levar alegria, lutar e vencer. “Não se preocupe com o que as pessoas vão dizer, viva! Vá! Entre de cabeça! Nós somos lindas e livres, para usarmos qualquer coisa, desde que a gente se sinta bem”, concluiu.

Depois de passar por um câncer avassalador, que amputou suas mamas, a precursora do grupo, Dalva Dutra, decidiu realizar seus desejos mais singelos, que antes de adoecer, como mulher casada e mãe, não se permitia, por não se sentir confortável diante do preconceito social. Decidiu então se vestir como sempre teve vontade, usando roupas e adereços, que, para muitos, representa o exagero, mas que, para ela, traz bem-estar e a plenitude da autonomia, da beleza. Se saísse para algum lugar sempre se vestia de forma bem diferente do que era usual. Com o passar do tempo, encontrou pessoas que se identificavam com seus pensamentos e experiências de vida, além da maneira de vestir, e formaram um grupo para ajudar outras pessoas que passam por situações semelhantes ou que não têm coragem de realizar os seus desejos. Se uniram à Dalva, Núbia Torres, Dora Sampaio, Carmen Florio, Gilda Assis e Vera Rabelo. Elas se apresentam em eventos e espalham motivação e alegria por onde passam.

 


As integrantes do grupo contam suas histórias marcantes e de superação



O evento finalizou com os participantes dançando e cantando a música Perigosas, das Frenéticas, grupo formado por mulheres cantoras, que fez muito sucesso na década de 1980 e emblemático para o momento. Os beneficiários dançaram, cantaram e se divertiram, posando para fotos com muito riso e muito barulho.

 

A energia positiva e animadora, contagiou todos os participantes.
Homens e mulheres entraram no clima e se divertiram ao som de muita música